Além de ser o clube de vinhos mais eclético do mercado - oferecendo todos os meses vinhos tintos, brancos, rosés e espumantes - a
Winelands também me conquistou pela oferta frequente de
vinhos exóticos. Mas existe um outro fator de interesse no clube: com freqüência selecionam vinhos orgânicos e biodinâmicos, o que é uma opção mais saudável, mais sustentável, e ainda assim pode ser de grande qualidade.
Hungria
Já havia falado destes dois tintos da Hungria (
aqui), feitos com a uva
Blaufränkisch. Pois além de exóticos, os vinhos são biodinâmicos. O produtor,
Weninger Kft, adota técnicas biodinâmicas - que implica ausência de agrotóxicos, e fermentação por leveduras indígenas - também realiza colheita manual, e engarrafa os vinhos sem filtrá-los. Os vinhos são:
Kekfrankos Balf Biodynamic 2009: frutado, floral, corpo leve. O mais fácil de beber dos dois.
Sopron Cuvée Biodynamic 2010: mais encorpado, com acidez à altura, mais aromas de madeira e especiarias. Após uma boa decantação, se mostrou um grande vinho.
Espanha
Da
Bodega Dominio de Punctum, região de
La Mancha, recebi dois vinhos biodinâmicos, um branco e um tinto. Como manda a cartilha biodinâmica, suas vinhas são cultivadas sem agrotóxicos, e as uvas são colhidas manualmente. Como extra, as colheitas são realizadas à noite, para evitar que o calor do dia afete as uvas antes de iniciarem a fermentação.
Punctum Roble 2010, corte entre Graciano e Cabernet Sauvignon, estagiou em barricas novas por 6 meses. Vinho elegante, corpo médio, redondo. No início o aroma herbáceo se sobressaia, mas após um tempo aerando no decanter - conforme sugestão do clube - demonstrou aromas de frutas vermelhas frescas e maduras, e uma boa dose de especiarias.
Punctum Viognier 2010: um Viognier diferente, no nariz domina um aroma herbáceo, que remete aos aspargos, e salada de legumes. Já na boca, aparecem com mais destaque frutas em calda, e um creme de baunilha. Até parecia que o vinho passou por madeira, mas não é o caso.
Itália
A
Vigne dei Mastri não tem uma certificação de cultivo orgânico, mas tem uma preocupação ambiental. Garante que não utiliza pesticidas, nem aditivos tóxicos, e afirma ter uma produção eco-sustentável.
Chiara Rosé 2010 D.O.C. Monferrato Chiaretto, eu o descrevi mais detalhadamente em um texto à parte (leia aqui). Excelente rosé, fresco e elegante - até encomendei mais dele.
Chiara Bianco 2008 D.O.C. Monferrato. É feito com Chardonnay, Pinot Blanc e Riesling Renano, que amadureceu 6 meses em barricas, 'sur lie'. De cor dourada, sobressaem os aromas de baunilha, passando por frutas de caroço, abacaxi e terminando no toque amanteigado. Mas a acidez viva garante o equilíbrio, e puxa o próximo gole.
Alemanha
O clube nem mencionou este detalhe, mas o produtor
Weingut Zähringer segue as diretrizes orgânicas desde 1987, e desde 2010 é certificado pelo Demeter, principal certificador de produtos biodinâmicos.
Chardonnay Trocken 2010: um Chardonnay sem passagem por madeira, mas que descansa em tanques de inox por 12 meses. Tem ótima acidez, com notas de frutos cítricos e maçã verde, e boa estrutura. Descrevi minha experiência harmonizando-o com joelho de porco (leia aqui).
Spätburgunder Rosé 2010: rosé feito com Pinot Noir, outro campeão de sabor e frescor. De elegante cor salmão, aromas de frutas vermelhas, sobressaindo o morango, ótima acidez, e uma sutil agulha que o ajudou a ficar mais fresco. Entre ele e o italiano Chiara Rosé, fico com os dois!
Sekt Vierlig Weiss Burgunder Brut 2008: espumante safrado feito pelo método tradicional, com a uva Pinot Blanc, que passou 15 meses em garrafa antes do dégorgement. Além disso, o vinho base foi primeiramente maturado em barris de carvalho, mas o principal diferencial deste espumante é que foi adicionado eiswein do próprio produtor como licor de expedição. É um vinho superlativo, e estou aguardando uma grande ocasião para prová-lo.
Neste sábado, harmonizei o Zähringer rosé com um talharim ao molho de frango, iogurte, limão siciliano e hortelã. Veja a foto na página do Blog no Facebook!
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